A partir de qual idade se pode colocar o balão intragástrico? Essa é uma dúvida muito comum nos consultórios médicos. A urgência de tratar crianças e adolescentes com sobrepeso ou obesidade é uma realidade mundial. A doença é considerada uma epidemia e as estimativas de progressão – se nada for feito para conter o aumento de casos – são desanimadoras.

De acordo com pesquisa realizada pelo Imperial College London em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de crianças e adolescentes obesos (de cinco a 19 anos) aumentou dez vezes em quatro décadas no mundo. No Brasil, segundo números do Ministério da Saúde, nos últimos 35 anos, o número de pessoas obesas passou de 5,4% para 21%. E a cada ano, um milhão de novos casos de pessoas obesidade são notificados aos órgãos de saúde. Acredita-se que, em dez anos, o Brasil se equipare aos Estados Unidos, onde quase 40% da população têm sobrepeso ou obesidade.

QUAIS PROBLEMAS A OBESIDADE CAUSA EM ADOLESCENTES?
A adolescência é um período de grandes transformações hormonais, físicas e emocionais. Os indivíduos passam a se ver de maneira diferente e a se compararem com os amigos, artistas ou com influenciadores. Muitos deles buscam padrões inatingíveis de beleza, e o isso pode gerar problemas de autoaceitação, transtornos e compulsões alimentares.

Além do fator estético, o maior problema da obesidade é o risco de comorbidades , ou seja, de desenvolver outras doenças graves, como diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares e alguns tipos de cânceres. A OMS classifica a obesidade como doença,

ENTÃO, ADOLESCENTES PODEM COLOCAR O BALÃO INTRAGÁSTRICO?
O balão é recomendado para pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou maior que 27 . A partir dos 16 anos, o jovem pode fazer tratamento com balão intragástrico com segurança e bons resultados, desde que já tenha finalizado a fase de crescimento. Porém, o acompanhamento interdisciplinar antes da colocação, durante o tratamento e após a retirada do balão é indispensável e não deve ser interrompido sem conhecimento médico.

A figura do psicólogo é importante para que o paciente entenda as mudanças que ocorrerão no seu corpo para não desenvolver ou agravar transtornos alimentares. O nutricionista e o educador físico se fazem necessários, pois tratar a causa da obesidade é prioridade, é preciso descartar hábitos de vida nocivos e criar uma rotina saudável com alimentação e exercícios físicos regulares.